quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Parte anterior agora integrada
...
É incrível tudo isso
Sentir o que as pessoas pensam ser ridículo
Eu penso e talvez seja
Mas mesmo que seja, continuarei sentindo
È indiscutível a dor que trago á cada sorriso
Os dias passam as horas se arrastam
Trazendo a frustração, elevando o desespero
De não ter mais nenhum motivo pra continua vivo
E quando você vai
Já não volta mais meu
Mesmo que meu medo seja seu
Já não sei mais quem sou eu
Me olho no espelho
Já não me reconheço
Mergulho em águas profundas, em coisas obscuras
Pra tenta encontrar o que restou de mim
Olho pro nada e vejo tudo
As trevas que trago pra proteger meu mundo
E Por um momento me fazem esquecer
De tudo que mais odeio,que é amar você
E quando você vai
Já não volta mais meu
Mesmo q todo meu medo seja seu
Já não sei mas quem sou eu.
(Vitor Paulo )
Inspiração ...

Impensável notar que, o amanhã é livre e sem fronteiras nas estradas,
que o que vai, somente vai,
e quando retorna, já não é mais seu.
A vida dá voltas alienadas,
em que todo mudo cai no mesmo chão visitando também as mesmas flores;
E quando levantam não tem nada a dizer .
Terrível como se perde o sal de uma alma; Calculável como ele se esvai sem trauma ... sem drama,
e sem querer jamais ir .
E nessa queda digna,
não há como não ver você,
seu rosto pueril,
suas risadas realçadas,
suas armas do mal.
É incrível sentir o espírito e não ver corpo;
É incrível cair e não segurar em você;
Dá vergonha tentar e não conseguir dizer : Que eu amo tudo em você !
( ... )
( Composição esperando a última gota de palavra não dita, que está pra vir )
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Imensas janelas pelas quais revelo minha parca de luz de luar

Há um restolhal, onde cai uma chuva negra.
Há uma árvore marrom;ali solitária.
Há um vento sibilante, que rodeia cabanas vazias.
Como é triste o entardecer
Passando pela aldeia
A terra órfã recolhe ainda raras espigas.
Seus olhos arregalam-se redondos e dourados no crepúsculo,
E seu colo espera o noivo divino.
Na volta
Os pastores acharam o doce corpo
Apodrecido no espinheiro.
Sou uma sombra distante de lugarejos escuros.
O silêncio de Deus
Bebi na fonte do bosque.
Na minha testa pisa metal frio
Aranhas procuram meu coração.
Há uma luz, que se apaga na minha boca.À noite encontrei-me num pântano,Pleno de lixo e pó das estrelas.Na avelãzeira
Soaram de novo anjos cristalinos.
Georg Trakl